O cata-vento

7 de fevereiro de 2012 in Poesias

O cata-vento

Não sai do lugar

Em eterno movimento

Inesgotável

transformando

energia

Cumpre seu papel mágico

Tirando do vento a força

Que faz verter a água

Tão desejada

 

Da altivez dos ventos

Às profundezas da terra

Onde haja água

 

Faz o cata-vento

Seu trabalho mágico

Transformando energia

em nossa alegria

A cada gota

De água

Marcelo de Oliveira Rodrigues

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Fui negando a realidade Até a água rasa da vaidade Deixar crer que reciclando O mundo tava salvando Não tinha mais nada na vida E o tédio ia driblando papel papelão repontando A cada lixeira Um tesouro De grão em grão encontrando E herói da ecologia se achando Puxava um carro enorme Em cada lata ia parando Cada vez mais se sujando Fedido e Faminto Bebendo todo dia O dia todo tinha os dentes azuis De tanto vinho que ia tomando O tempo ia passando Já perdera Profissão de programador estudos e família Não tinha nem sonho Sua alegria uma latinha No chão ou na lixeira Não havia esperança A miséria era derradeira E a loucura Se não era inteira Por certo ali rondava Quis Deus Que ele aportasse Com seu carrinho No Posto de Saúde Mental Onde obteve tratamento pro seu mal E hoje 10 anos depois Possa estar aqui Garimpando versos Reciclando palavras E trazendo à Poesia A luz de sua loucura Para rimar a razão De sua mais profunda emoção O A M O R Sem IIusaõ


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